segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Daltônica


 
Acromática, seca como folha voando no vento frio de outono, acromática, eu não temo, eu não faço alvoroço, deixo a brisa me tocar, me abusar. Preciso ir pra longe ate isso passar. Acromática, saio na rua e rio sozinha, tanta gente e ninguém vê minha felicidade eufórica, ninguém ouve o meu murmurar inibido.
 Que sol é aquele que se cego se curva aos pés? Queima, arde, enrubesce a lividez da carne. Quero continuar apagada enquanto o teu brilho me ofuscar. Se você é tinto e berrante, então eu também posso voar, mas não consigo enquanto você segurar minhas mãos, suma com toda essa palidez.