sábado, 25 de junho de 2011

TE(N)SÃO

 Um bando de agulhas ferozes me beijavam as costas e mordiam todas as minhas lamentações.
 Quando minhas mãos tentavam alcançar toda a sua voracidade que mastiga meus desejos cada vez mais sedentos de sua estranheza comum, meu coração pulava para dentro de suas calças.
 E por mais que eu quisesse te tocar e arrancar-lhe as roupas todas, na sala tão vazia que se enche com meus mais diversos pensamentos maliciosos, meu senso de descendia e fragilidade me apunhalaram as mandíbulas deixando escapar apenas um sorriso tímido cheio de metais.
 Você inalcançável pra mim, então jamais sentirei tua barba roçar na minha nuca, e seus dedos deslizando entre minhas coxas.
 Terrível excitação ao te ver! Rosto, braço, perna e sua voz revirando todo o meu sangue. Minhas pernas tremem, tenho vontade de escrever e viver uma poesia portuguesa carnal do século XVIII.
 Dedos e lábios molhados, enquanto permanecermos acordados, repulsivos e gozados.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Você se tornou, exatamente o que queria ser, mas quando percebeu ja não era tão bonito e divertido assim. Nos filmes e livros parecem ser mais atraentes, mas você sabia que depois dali não existia mais nada para nós. ja esperavamos isso, e só queremos voltar...