terça-feira, 25 de outubro de 2011

desde que nasci...

o heroi vence, o vilão morre.

CLICHÊ, CLICHÊ, CLICHÊ,
    CLICHÊ, CLICHÊ...


CLICHÊ, eu amo essa palavra,
a lingua bate nos dentes.CLICHÊ.
você repete, CLICHÊ.
 CLICHÊ, a lingua trava.
sempre batendo nos dentes...
CLICHÊ.


 mas quem foi que decidiu o que é certo?
quem foi que decidiu o que é errado?
quem foi que implantou a 'verdade' em nossas mentes?
quem foi que  disse que essa é a unica verdade?


não me recordo.
não, eu não me recordo.
não recordo mais.
não recordo.

não.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

espelhos quebrados.

você me da medo,
você me da pena,
você me fascina.
eu quis ser você,
mas você me enoja.
eu quis ter você,

mas você nunca soube disso.
e agora sem querer,
vejo no espelho,
teu reflexo.
mas você não existe mais...

tudo que restou,
são seus fragmentos,
nas minhas roupas,
cheirando a cigarro e vomito.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

rascunho da podridão

Esse maldito sol não aquece nossos corações, frios e irônicos. Desejei toda a paixão, joguei fora toda compaixão. Enoja-me pensar o quão desgraçados somos, repulsivos exibindo nossos largos sorrisos amarelos. Um cigarro entre os dedos de unhas roídas, milhares de beijos por debaixo de toda a fumaça, por deus, o que pode existir de mais belo?
 Coração bate sereno no peito, 'isso é um sonho?'
 O gosto amargo do café vem roubar meu ar, sufoca enquanto ele ri. Depois enfia a mão na garganta e arranca sua traqueia numa vã tentativa de me presentear com seus pulmões. Asfixia o amor dentro de mim. Nossa ironia fere. Dói na pele, dói na alma. Mas eu gosto de vê-lo sangrar.
Esse fodido cheiro de mijo não esbanja mais náuseas do que nos. Maldito sol que ilumina nossas faces hipócritas, tão cheias de sujeira e vazias de sentimento. Nossa arrogância foi injetada com vinagre. Vomitemos em todos, nossa grande apatia revirada no estomago, parabéns, conseguimos: é tudo tão fria que congela a brasa da ponta.