segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

...

cocaina, cigarro, café,
cravo, canela, e canapé.

café da manhã

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

...

Certo e errado não se diferem,
costumo achar isso.

Sente a euforia revirar-te do avesso...?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

você.


INFERNO - INVERNO
ALMA - LAMA
CIGARRO - ESCARRO
TANTO FAZ

eu quero toda a tua cor
todo teu amor
e sua respiração
na minha boca.

sábado, 12 de novembro de 2011

valentina.

Havia um homem.
havia uma garota.
havia a indiferença dela.
havia o ego dele.
havia uma taurus 38.
havia o descaso.
havia uma mão no gatilho.
havia um tiro no peito.


havia um sofá manchado.
havia mãos segurando um cadáver.
havia dor.
não havia amor.

domingo, 6 de novembro de 2011

...












o silencio morreu na sua boca.
calado e imutavel.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

desde que nasci...

o heroi vence, o vilão morre.

CLICHÊ, CLICHÊ, CLICHÊ,
    CLICHÊ, CLICHÊ...


CLICHÊ, eu amo essa palavra,
a lingua bate nos dentes.CLICHÊ.
você repete, CLICHÊ.
 CLICHÊ, a lingua trava.
sempre batendo nos dentes...
CLICHÊ.


 mas quem foi que decidiu o que é certo?
quem foi que decidiu o que é errado?
quem foi que implantou a 'verdade' em nossas mentes?
quem foi que  disse que essa é a unica verdade?


não me recordo.
não, eu não me recordo.
não recordo mais.
não recordo.

não.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

espelhos quebrados.

você me da medo,
você me da pena,
você me fascina.
eu quis ser você,
mas você me enoja.
eu quis ter você,

mas você nunca soube disso.
e agora sem querer,
vejo no espelho,
teu reflexo.
mas você não existe mais...

tudo que restou,
são seus fragmentos,
nas minhas roupas,
cheirando a cigarro e vomito.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

rascunho da podridão

Esse maldito sol não aquece nossos corações, frios e irônicos. Desejei toda a paixão, joguei fora toda compaixão. Enoja-me pensar o quão desgraçados somos, repulsivos exibindo nossos largos sorrisos amarelos. Um cigarro entre os dedos de unhas roídas, milhares de beijos por debaixo de toda a fumaça, por deus, o que pode existir de mais belo?
 Coração bate sereno no peito, 'isso é um sonho?'
 O gosto amargo do café vem roubar meu ar, sufoca enquanto ele ri. Depois enfia a mão na garganta e arranca sua traqueia numa vã tentativa de me presentear com seus pulmões. Asfixia o amor dentro de mim. Nossa ironia fere. Dói na pele, dói na alma. Mas eu gosto de vê-lo sangrar.
Esse fodido cheiro de mijo não esbanja mais náuseas do que nos. Maldito sol que ilumina nossas faces hipócritas, tão cheias de sujeira e vazias de sentimento. Nossa arrogância foi injetada com vinagre. Vomitemos em todos, nossa grande apatia revirada no estomago, parabéns, conseguimos: é tudo tão fria que congela a brasa da ponta.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

apague a luz.

Eu gosto do ridículo,
eu gosto de papel clichê,
obviedades me atraem.
Coisas complicadas e complexas não me agradam,

tenho preguiça de entender-te,
você sabe...


cê causa confusão,
cigarro causa câncer,
cê causa câncer,
cigarro causa confusão.

domingo, 21 de agosto de 2011

Ego-ista.

 TO CANSADA da tua ambiguidade!  Por que teu semblante é o mais nítido espelho, e sinceramente, hoje não me agrada vê-lo.
 Psicóticos e depressivos, regados a anticolinérgico e quetamina, jamais se tornam narcisistas. Você sabe, gosto disto.
 Eu odeio essa minha insegurança. Mais uma vez, estou gozando de um breve mergulho esporrado pela ilusão. Eu to cansada de ilusões.
 Lucy querida, isso soa tão ridículo. Lucia querida, pode por favor dar um tapa na minha cara toda vez que eu desejar experimentar qualquer coisa que meu nariz ainda não tenha aspirado? E que meu sangue jamais tenha sentido ?
 Oh Lucia, ele não decide como nós. Ele não se decide.
 Você já sabe, psicóticos, depressivos regados a anticolinérgico e quetamina não podem se tornar narcisistas.
 Eu nunca reparei, mas isso é tão grande! Somos todos grandes. Grandes filhos da puta!

domingo, 31 de julho de 2011

chuva, frio, fim.

Recordo de teu insensato tanto faz,
que me devorava os sentidos,

me fez assim tão insegura.

Então voce beija o meu rosto,
morde meus dedos,
e tudo fica bem,
tudo volta a ser como antes,
antes da chuva fina.

Os dias de pedra moida,
sompram agora uma lembrança boa.

Rimos de tudo o que vivemos,
nas noites frias do parque,
nos dias quentes na biblioteca,
e como se o tempo não tivesse passado,
e nos ainda estamos no bar quebrando tacos,
bebados ou baratinados como sempre.

E novamente os dias de pedra moida,
sopram uma lembrança boa.

Agarro-me a você,
como se nada  e ninguem existisse mais,
e teus braços me acolhem de maneira fraternal,
a sua maneira, cuidava de mim,
e é disso que sinto mais falta,
de alguem pra me dizer quando parar.

E os dias de pedra moida,
sopram uma lembrança distante,
de algo que não pode voltar.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

DEPOIS DA METAMORFOSE (2)

 
Se nossos corações são como avidas borboletas,
meu peito abriga um casulo miudo,
fechado entre utopias belas e confusas,
com um enorme buraco corroendo toda a esperança.
 
Se nossos corações são como avidas borboletas,
meu peito voa alvoroçado pelos cantos,
procurando uma janela aberta,
e na luz do sol, conhecer a liberdade soprada pelos ventos.
 

Se nossos corações são como avidas borboletas,

há muito não sei o que é uma sombra fresca.

sábado, 2 de julho de 2011

depois da metamorfose

Nossos corações são como borboletas,
Vagueiam entre a multidão,
E graciosos escolhem onde pousar.

Nossos corações são como borboletas,
Tímidos e risonhos pairam no ar,
apreensivos escondem suas suntuosas asas.

Nossos corações são como borboletas,
Belos, formosos e tristes,
pois sabem que todo amor dura apenas 24 horas.

sábado, 25 de junho de 2011

TE(N)SÃO

 Um bando de agulhas ferozes me beijavam as costas e mordiam todas as minhas lamentações.
 Quando minhas mãos tentavam alcançar toda a sua voracidade que mastiga meus desejos cada vez mais sedentos de sua estranheza comum, meu coração pulava para dentro de suas calças.
 E por mais que eu quisesse te tocar e arrancar-lhe as roupas todas, na sala tão vazia que se enche com meus mais diversos pensamentos maliciosos, meu senso de descendia e fragilidade me apunhalaram as mandíbulas deixando escapar apenas um sorriso tímido cheio de metais.
 Você inalcançável pra mim, então jamais sentirei tua barba roçar na minha nuca, e seus dedos deslizando entre minhas coxas.
 Terrível excitação ao te ver! Rosto, braço, perna e sua voz revirando todo o meu sangue. Minhas pernas tremem, tenho vontade de escrever e viver uma poesia portuguesa carnal do século XVIII.
 Dedos e lábios molhados, enquanto permanecermos acordados, repulsivos e gozados.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Você se tornou, exatamente o que queria ser, mas quando percebeu ja não era tão bonito e divertido assim. Nos filmes e livros parecem ser mais atraentes, mas você sabia que depois dali não existia mais nada para nós. ja esperavamos isso, e só queremos voltar...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

EU

Devora-me uma imensa vontade de gritar. Sufoca meu peito, e derrepente o meu unico desejo é de pegar meu masso escondido e tragar. Tragar toda essa sujeira do mundo. Sinto que em meus pulmões, cheios de angustias adolescentes, ela pode ser filtrada, e toda imundice intolerante deixaria de existir.
 Devora-me uma imensa vontade de amar, mas ninguem, nenhum objeto, nada, uma simples vontade de amar o que chamam de amor.
 Toma- me uma vontade de nadar numa gigantesca piscina de cocaina, e correr como louca, o mais rapido que eu puder, e o mundo as minhas costas estaria se quebrando em pedaços, como cascas de pão francês.

domingo, 27 de março de 2011

anti-graça

Dentro de você, há uma puta deformidade, pode parecer adorável a olhos leigos, mas nos sabemos o quanto é asqueroso. Mesmo assim não sente repulsa ao olhar no espelho, por que acha tão banal que chega a ser ridiculo.

Certa do jeito incerto

Vomite em mim tudo o que lhe mantém.Goza em mim todo o meu fracasso. Cospe em meu rosto mais um pouco de ilusão.Meu estomago mastiga e revira duvidas, estou cagando devaneios, fragmentada pela insegurança. Há uma puta confusão em meus pulmões, mas me sinto oca e isso me tornou vil.

sexta-feira, 25 de março de 2011

desgasto-me atoa

 É proposital. Eu adoro me iludir, no fundo eu sei que não há nem uma faisca de esperança. Vejo em minhas utopias como poderia ser. Pedra moida faz meu coração bater. 

quinta-feira, 3 de março de 2011

café instantâneo não me mantém acordada

 Quem decide o que é certo e errado?
Não me parece bonito o que lhe agrada, e o mau cheiro piora durante a noite. Mesmo que o ralo do banheiro não esteja entupido.
  Tenho uma novidade pra você, eu gosto de refrigerante de cola e gosto de cocaina. E tudo que tenha gás me lembra o gosto da acetona.
  Não acredito nas suas memorias raspadas, fundamentalismo arrotado me parece blasfemia.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Acorde de sua utopia tétrica e se entupa de Anticolinérgico.



 Devaneios rasgando-me lentamente como facas, cortam as coxas em passo trôpego, penetram na pele como agulhas, e toda cordialidade fustiga feito urtiga.
 Você acorda de um sonho e vê toda futilidade vomitada em suas roupas, sua cabeça lateja e você quer chorar um balde pra se afogar.
E é tão ridículo quanto triste.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Santa

 Eu sou uma freira parada na esquina, esperando alguém que pague 100 reais por uma punheta. Eu passo a noite rodando a bolsa antes de voltar pro convento.
 ‘A ultima vez que me ajoelhei, não foi exatamente pra rezar.’ Finjo-me de santa por que não dei certo como puta.
 Não passo de uma vadia estúpida e semi-virgem.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ultima parada.


 Eu sou uma puta contradição, com tendência a suicídio espiritual.
 Você uma piada de mau gosto! E está condenado a ser podre e cruel.
 Pode parecer fascinante mas acredite enjoa depois de um tempo.
 Foi meio sem querer mas acabei  me matando depois que você me esfaqueou!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ironia e Cadáveres



Todos nos estamos mortos, só que não nos contaram. Todo proletariado zumbi comendo o que é cuspido. Ficaremos terrivelmente putos quando descobrirmos.