segunda-feira, 12 de março de 2012

oco

Estomago vazio. Peito cheio, de angustia, medo, desespero.
A vontade de vaidade toma conta.

Luxuria é aspirada pelo nariz.


Nem com toda fluoxetina do mundo enfiada no rabo, você vai saber o que eu senti, nos teus olhos não há derrota, há cólera velada.
Eis o que sentes, ódio fustiga a carne, e vaza dos teus olhos.

Te desprezo, assim como amo.


E os dedos deslizam por entre as coxas.
Só mais um pouco,
Oco de atenção.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Deus?

Por onde andastes pai?
Por que desamparastes teus filhos?
Esqueceste vóis que eles tem fome?
Fostes cruel oh pai.

Não queirais vóis falares de justiça
Que pecado poderias cometer uma criança?
Por que deixais que sofra se há inocência?
Fostes cruel oh pai.

Perdoai esta blasfêmia,
Mas onde estais o amor?
Fostes cruel pai.

Por que deixais vossos filhos padecer?
Fazei que eu possa entender,
Porque és tão cruel pai.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Inconstância

Sabes querido, não acheis voís que sou uma grande ordinária, desejava eu sentir tua pulsação dentro de mim, não há pecado numa pequena diversão, mesmo que houvesses, sabes tu que adoramos pecar. Por que foges tanto se disseste tu que querias o mesmo? E se não queres por que tantas vezes voltaras atrás?  

sábado, 3 de março de 2012

adeus

é da imundice que nos acolhe,
do descaso que nos abraça,
provem toda nossa raiva guardada no peito
e vomitada em grandes doses de euforia.

não há culpa, não há preocupação.
só há um coração batendo e querendo parar.