domingo, 19 de dezembro de 2010

Xantina

Você, Tão doce quanto café; sem adoçante e sem açúcar por favor!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

folha

Minha garganta seca quer gritar. Meus olhos querem chorar. Mas nenhuma lagrima cai quando o esforço é pequeno, o grito é sufocado. Eu quero explodir e deixar vazar toda a colera e a angustia, que a muito tempo fode com o peito e destroi os regalos.
Não há reversão, Não há futuro.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

frascos vazios como nós.

Gritava nua por todo o deserto da infelicidade, seu enlevo sempre acabava longe das seringas, talvez só quisesse ser uma personagem de filme que vira antes, mas se contestava mostrando a porra do seu coração, músculo tão forte, em suas mãos tão quebradiço e feio, mais monótono que aquele que bombeia o sangue.
Ela é a garota mais linda e triste que já vi. Mas não vi. Recordo sua imagem em meus sonhos, e fico com a utopia do seu abraço suave,


deixe-me senti-lo de verdade.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

nada volta, nada muda.

sinto tua ausência, como um soco no peito, minha cabeça dói.

euforia, pó, e ele não percebeu, o quanto isso era enorme, e aumenta mais ainda.

pra você todo meu amor com um gosto amargo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

ARRULHO BRANCO

Você me fez ser o que eu não achei que seria,
acreditar no que tanto repetia que não existia,
e agora pra você, tudo não passou de pura utopia,

acha engraçado, me ver vomitar agonia?
me fustigar com um sorriso cordial?

sangrar mais do que o estomago revira.
cuspir mais do que a boca cheia de vaidade.
esquina após esquina, fumaça após fumaça
eu me recordo, e desdobro, o quanto poderia ser...
diferente, mas não sinto mais uma inquietação.





passou, como tudo sempre passa.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

tão atrativo quanto o seu hollywood amaçado no bolso.

O robô caminha pela areia da praia, com suas pernas de latas tão pesadas e duras, elas vão travando aos poucos, ele sabia que isso iria acontecer. Está vendo coisas que já não são reais, é apenas o que ele queria que fosse real. Tão real quanto o xixi que escorre em suas pernas secas.
  Corre, mas nunca chega em lugar algum, avista as luzes de longe, mas tão longe que a areia some, e ele se transforma num soldado, marcha sem rumo, sente seu rifle pesado bater nas costas, e agora vê que as pernas não estão molhadas como pensou.
 Um giro, ouvir de risos, alguém segue o menininho na floresta, ele olha para trás sem cessar, cadê a porra da sombra? Cadê as criançinhas sorridentes? Não, não pode ser sua imaginação. É tão real quanto o suco que escorre das pernas.
 Então o menino-robô-soldado para e escuta, mas tudo some, tudo fica lento, dispara, mas não sai do lugar.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Lenço de papel

Tão decadente,
E eu me afundava no teu poço,
me afogava no seu amor,
quis ser você,
todas as vezes que gritei,
quis ser você,
todas as vezes que sangrei,
segurava o meu braço,
dizia pra não fazer,
o que mantinha você,
agora acabou,
“Só um ‘tiro’ para a dor”.

domingo, 24 de outubro de 2010

Anti-Amor (1)

O beijo cortante pega o trem e flutua nas estações, procurando um amor que cure sua dor, intenso e desesperador. Não vai chegar a nenhum lugar, só conhece o frio, e a brisa pálida da manhã, cheira a rato morto, com sabor de orvalho estagnado. Ate que paira sobre o vagão da desesperança.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Daltônica


 
Acromática, seca como folha voando no vento frio de outono, acromática, eu não temo, eu não faço alvoroço, deixo a brisa me tocar, me abusar. Preciso ir pra longe ate isso passar. Acromática, saio na rua e rio sozinha, tanta gente e ninguém vê minha felicidade eufórica, ninguém ouve o meu murmurar inibido.
 Que sol é aquele que se cego se curva aos pés? Queima, arde, enrubesce a lividez da carne. Quero continuar apagada enquanto o teu brilho me ofuscar. Se você é tinto e berrante, então eu também posso voar, mas não consigo enquanto você segurar minhas mãos, suma com toda essa palidez.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Claridade que afoga.

Você não percebeu, é falta de amor, onde esta a porra do seu amor cortante? As luzes acendem e apagam sem cessar, mas cadê o interruptor? Eu sei que você o engoliu, achou que era açúcar e botou no seu café, agora toda vez que você arrota a claridade vai embora, prefiro assim. Você pode me tocar, tudo o que você precisa é coragem para fazê-lo, não vá embora sem me abraçar mais uma vez, O monstro interior é tão irônico assim? Se me der uma faca eu o arranco de você, se é que ele n se mudou pros meus rins, dói. Tão perto e eu não pude fazer nada, nem reparei quando ela me perguntou das alfaces, estava pensando em nadar naquele rio, é, outra vez, isso voltou.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Cuspa,

me cozinhe a cabidela, e vá embora com o estomago gritando.

sábado, 9 de outubro de 2010

Beneficência, Caridade, isto é.

Costumava criar um amor em segundos, e chorava quando o sol dourado se erguia no alto, ela sabia que eles iriam embora quando amanhecesse, sem telefone, sem pensar em voltar, só batiam a porta, sem dizer adeus, e quando percebia era tarde de mais. Sempre era tarde de mais. Era abundantemente diferente das outras garotas, fumava seu cigarro barato sem parar, gostava de destruir e beijar meninas, dançava na mesa do bar e vestia cuecas, mesmo assim, quando ele a viu, ele a almejou, desejou estar com ela pelo fim de sua vida, a sufocando com seu amor, a curando com sua própria dor, ele quis amá-la como nunca amou ninguém. Ela recusou toda aquela nostalgia da paixão, dizia que ‘os homens sempre a machucavam, e por isso queria viver com uma garota do interior. ’
 Ele cuidou dela como se fosse um bebê, e ela era mesmo, tão ingênua feito ‘Eva no paraíso’, lucrava de sua distração, e voltava para a rua, trepar com o primeiro que aparecesse, se picar e se manter. Mas ele sabia que sofreria, e aceitou essa condição, tentava salva-la de todas as formas possíveis, mas esta  não queria a tal ‘redenção’. Cápsulas, e ele perdia o que nunca pertencera ao mesmo, ela ficava cada vez mais remota, e tudo parecia mais frio. Tremendo ele a acariciava e fitava seu rosto enquanto dormia, beijava sua testa, e cantava canções infantis, ela acordava e chorava como uma criança o abraçando forte.
Ele também tinha os olhos rasos d’água, todos os dias ela ‘cortava um pedaço dele e cozinhava em fogo branco na janta’. Ela não parecia se importar ao ferir, mas dentro estava gritando, implorando para que ele não a deixasse cair naquele precipício que cada vez batia mais forte em seus pés.
E finalmente numa noite calorosa de dezembro, ela se sufocou com seu próprio vomito e faleceu.
Um mês  depois, ele descobriu que tinha um câncer em estado avançado, pegou a faca qual ela tinha tanta feição, e cravou em seu peito.

domingo, 3 de outubro de 2010

A QUEDA


Estou caindo, e a luz forte machuca meus olhos, eu sangro um liquido quente, é da cor do arco-íris que batia e fodia com os nossos tímpanos. Corra o mais rápido que puder Lucia, vamos, nos podemos fugir desse lugar que há muito tempo nos assombra vomitando o vento cortante que vem sem cansar. Eu Cai numa poça de lama cor-de-rosa, e você riu com os dentes coloridos feito balas de goma. O Céu girava e os pequenos porcos-girafa rugiam mais alto que o trovão, isso se chama chuva, me disse com pavor, não pode ser mais que isso. Acho que o magma é fria como ele.

domingo, 12 de setembro de 2010

Figado Cru

Começou a tomar anti-depressivos depois que a namorada terminou com ela. Agora não volta mais pra casa, se pica e encontra um bar para beber whisky com energético.


O balconista debochado disse:
_ Que ridículo, uma ‘sapatãozinho’ morrendo por causa de outra menina. Você é jovem demais para saber o que é vida, jovem demais para sonhar ter amado, o que faz você pensar que entende algo de amor?!
_ Eu tenho sentimentos! _ gritou com cólera nos olhos_ o senhor sabia?_acalmou-se subitamente.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Contradição

Sinto uma puta faca rasgando as minhas costas e deixando sangrar toda a minha vergonha, e você ri, querendo chorar, me crucifica, querendo me salvar, é tão contraditório quanto eu. Me esquarteja, depois junta os meus pedaços e cola tudo com super bonder. Me abrace, vou aproveitar sua distração e lhe apunhalar. Nós não sabemos o que queremos e não nos contentamos em apenas ferir.


Isso é amor ?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O Dilema e o Rio

Eu tenho um puta rio transbordando de amor, e ainda não decidi quem afogar!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Borboletas no estômago

Vejo você,
minhas pernas tremem,
Caminha em minha direção,
minhas mãos começam a suar,
Você para diante de mim,
meu coração dispara,
Me abraça,
sinto um revirar no estômago,
Me olha,
FUJO,
mas preciso que me encontre,
EU QUERO EU NÃO POSSO.
Dobro a esquina,
te evito,
Dou-lhe as costas,
com uma puta vontade de voltar,
Vou embora sem dizer adeus,
FIQUE LONGE,
eu te amo!